JOÃO PERDIGÃO

Belo Horizonte, década de 10

E em 2016, no “Duas Cidadas”, um dos grandes álbuns da música brasileira naquela década, Russo Passapusso perguntou: me diz em que cidade você se encaixa? cidade alta ou cidade baixa? Na baixa, claro. Sempre na baixa. Que possível alegria pode haver na alta?

Nas baixas cidades, nos baixios, nos baixo centros, nos vales urbanos das cidades como Belo Horizonte passeiam personagens e autores como João Perdigão e suas ideias de criação e impertinência.

Passeiam observadores do patrimônio centenário a descascar e do pixo em tinta fresca que o suplanta. Observadores da poesia dos MCs sob os viadutos e dos fantasmas de escritores do passado escalando os monumentos públicos.

Passeiam agitadores, entusiastas e panfletários, criadores e quadrinistas, cartazistas e baderneiros, artistas de rua e roteiristas daquilo que nunca se vê. Belo Horizonte viveu, em seus anos 10, um colapso de encontros, choques, trocas e colaborações entre essas lendas da cidade baixa, que deixaram por todo canto seus vestígios.

Essa é a história de muita arte, muita loucura e muita vida vivida e rabiscada nesse período da capital mineira. Uma história que tornou-se, de certa forma, a da própria cidade.

João, esta é uma página secreta do projeto BH Anos 10 feita somente para você, não publicada nem divulgada a ninguém mais.

Esta página é uma homenagem e, ao mesmo tempo, um convite do nosso projeto. O BH Anos 10 selecionou você entre as pessoas convidadas a contarem a história dessa cidade entre os anos de 2010 e 2019, década ímpar de florescência, resistência e transformação da nossa capital.

O seu relato e o das demais pessoas convidadas será base para o catálogo e também para o livro “BH Anos 10: Praias e Revoluções” que estão sendo produzidos por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

SOBRE A ENTREVISTA

As entrevistas, conduzidas pelo jornalista Artênius Daniel, acontecerão na semana de 10 a 16 de abril (segunda a domingo).

A entrevistas tem duração base prevista de duas horas e pode ser realizada em um dos seguintes horários. Manhã (9h às 11h), Tarde (14h às 16h), Noite (19h às 21h). de qualquer um desses dias. A depender da conversa, da nostalgia e da sua disponibilidade, o papo pode render um pouco mais.

Para agendarmos a sua participação, pedimos que informe em qual dia e em qual horário você deseja comparecer.

A entrevista ocorrerá em espaço privativo do Boteco Nada Contra (sim, com algumas bebidinhas e comidinhas para você! o/ ) , no endereço da Rua dos Aimorés, 629, Funcionários.

As entrevistas não serão gravadas em vídeo! Não se preocupe com cabelo ou maquiagem! Queremos somente as suas memórias.

Para confirmar e agendar seu horário, entre em contato com a nossa produção:

Ana Cristina Melo
(31) 993623132
tinamelo@gmail.com
instagram @tina_melo

SOBRE O BH ANOS 10

Uma cidade é mais do que seus números e suas curvas estatísticas. Uma cidade é mais do que o chumbo das placas e o concreto dos viadutos, maior do que as estátuas de seus personagens mais óbvios e do que a extensão de seu verbete de enciclopédia.

Uma cidade é o fruto do amor dos seus loucos e loucas, poetas de rua e amores de praça, da casualidade de seus encontros impossíveis, das coincidências e planos de quem nela sonha transformar a realidade.

O projeto BH Anos 10, idealizado pelo jornalista belo-horizontino Artênius Daniel investiga, revive e relata a capital mineira ao longo da sua fervilhosa década passada, de 2010 a 2019, reunindo pessoas, histórias, inovações e desatinos de uma geração cultural, política, ativista que forjou, nas ruas de ontem, a cidade que existe hoje em suas principais expressões.

O projeto terá, em suas próximas etapas, a produção de um catálogo dos movimentos culturais e políticos da BH dos anos 10 e também um livro reportagem com as memórias, vivências, registros oficiais e não oficiais desse período.

Lembre, sinta e reviva. Ajude a escrever essa história!

Assista aqui ao vídeo passeio BH Anos 10 produzido no ano de 2020.

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